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Pedagogia na prática
Escrito por: Ana Karina em 30 de Agosto de 2017

 

Andar de ônibus (circular)

A aventura do dia deu certo! Estava planejando há muito tempo, levar as crianças para a escola com um meio de transporte diferente. Através dessa simples experiência, pude fazê-los perceber fatores imprescindíveis da vida e do cotidiano:

- Desenvolver a autonomia;

- Incitar a empatia: saber se colocar no lugar do outro;

- Estimular a gratidão pelos benefícios da vida;

- Transformar jovens em cidadãos conscientes;

- Praticar o princípio da honra: ceder o lugar para os idosos, gestante, e pessoas que necessitam de um cuidado especial;

- Respeitar sinais de trânsito no caminho até o terminal: atravessar na faixa de pedestre, aguardar o semáforo fechar...;

- Reconhecer aspectos geográficos do cotidiano (descobrimos uma rota mais rápida!)

- E a viver como o apóstolo Paulo exemplificou: "Aprendi a adaptar-me a toda e qualquer circunstância. Sei o que é passar necessidade e sei o que é ter fartura. Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação, seja bem alimentado, seja com fome, tendo muito, ou passando necessidade. Tudo posso naquele que me fortalece". Fl 4.11-13

- Termino meus pensamentos com as palavras fantásticas de Claudia Rodrigues: "Ensinem suas filhas e filhos a pegar ônibus logo cedo, primeiro com vocês, depois sozinhos. Eles vão precisar disso um dia na adolescência ou na vida adulta e mesmo que você seja muito rico e pense que não precisarão, não há como ter certeza. Se nunca andaram, terão tendência a ficarem abobalhados, pouco espertos e mais propensos a sofrerem assaltos ou atropelamentos.

Ensinem seus filhos e filhas a andar a pé, porque só se aprende a atravessar ruas andando a pé. Molequinhos e molequinhas precisam saber ir e voltar. Carregarem seus casaquinhos, bonequinhas e carrinhos faz parte da missão: mãe e pai não são cabides.

Ensinem suas filhas e filhos desde bebês a descascar bananas, maiorezinhos devem saber comer maçã sem ser picada, devem aprender a espremer um suco no muque, usar garfo e faca, colocar a roupa suja no cesto, lavar, secar e guardar louça. Assim não serão os malas na casa da tia no dia do pijama. No mínimo.

Ensinem seus filhos e filhas adolescentes a lavar o próprio par de tênis, lavar, pendurar, recolher e dobrar roupas, cozinhar algo básico, trocar lâmpadas e resistência do chuveiro. Ensine que isso pode não ser prazeroso como tomar um sorvete ou jogar no celular, mas é importante e necessário.

Ensinem suas filhas e filhos a plantar, colher e entenderem a diferença entre um pé de alface e um pé de couve. Você pode não acreditar, mas por falta de ensinamentos básicos muita criança se cria achando que leite é um produto que nasce em caixas. Isso não é engraçado, é um efeito colateral involutivo do nosso tempo. 

Não tema o fogo, o fogão, a chaleira nas mãos dos coitadinhos. Se você não ensinar, eles vão fazer muita bobagem e vão se queimar. Educar é confiar nas capacidades e na inteligência deles. É mostrar perigos e ensinar a lidar com perigos.

Eduquem seus filhos para a vida, para capacidades. Prazer não precisa ser ensinado, é um benefício, um privilégio. Ter empregada doméstica em casa não deve ser visto e sentido como alguém que vem acoplado ao lar, quase uma "coisa" um "objeto humano" de limpar e organizar sem parar.

Essas não são dicas moralistas. Educar para a solidariedade é um ato até egoísta e nada poético. Ao ensinar coisas básicas de sobrevivência aos filhos, estamos promovendo confiança e capacidade, auto-estima, senso de dever e responsabilidade.

Evite produzir e multiplicar pessoas que um dia serão adultos entediados, mimados que acharão eternamente que vieram ao mundo a passeio, sem a menor noção do que é resiliência, inaptos para cuidar de si mesmos e de outros, caso se multipliquem preguiçosamente.

A vida pode ser bela, a vida pode não ser dura para herdeiros, mas ela cobrará sempre, de qualquer um de nós, firmeza e força de vontade. Isso não é nato, depende de adversidades e luta pela sobrevivência e nada tem a ver com capacidade de apertar um botão ou deslizar os dedões no Iphone".

Cláudia Rodrigues

Do blog: http://buenaleche-buenaleche.blogspot.com.br/

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Ana Karina

Ana Karina D’Ambrosio Paganini
Diretora executiva do Blog Amora não é framboesa

Graduação: Pedagoga - UFES/ 2001
Pós-Graduação: Supervisora escolar - UCAM/ 2002
Especialização: Corretora de Seguros -Todos os ramos / SUSEP 2015
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